quinta-feira, 1 de novembro de 2012

O OUTRO LADO DA MEIA NOITE

Lembro-me quando havidamente consegui o meu exemplar de uma obra literária de Sidney Sheldon: "O Outro Lado da Meia Noite", muito comentada naqueles dias. Do que li, não lembro mais; no entanto, o título ficou em memória e hoje em vista de tantas coisas obscuras que permeiam o nosso dia a dia, aprove-nos usá-lo como chamativo para uma pequena reflexão.

Quantas vezes não ouvimos adágios populares que: "Nem tudo que reluz é ouro", e "Nem tudo o balança cai"; às coisas muitas vezes não são o que parecem ser, porque há nelas UM OUTRO LADO "NA" MEIA NOITE o qual não imaginamos. O visível apenas é um pequeno espectro daquilo que está invisível. As segundas intenções são as que estão em evidência.

Vivemos no mundo da sublimação aonde o mensageiro oculto é o sábio artífice na manipulação de massas. Nós é que somos a massa de manobra; nós é que somos o produto da vitrine. Quando vamos nos dar conta do estrago que está sendo feito, não sei! Só sei que enquanto isso, estamos vendo; estamos votando; estamos usando; estamos comprando.

As virtudes familiares foram desvirtuadas pelas sublimações dos mensageiros ocultos em imoralidades; porquanto, hoje há multiplicidade de filhos sem pais, pois a educação moral e cívica que deveria vir dos devidos órgãos, são eles que mais a denigrem. Hoje, a matéria Moral e Cívica dos direitos e deveres está empoeirada em velhos livros nas bibliotecas do passado.

O lucro da permissividade subliminar enriquece o mensageiro oculto no mercado da moda e outros; expondo corpos como laranjas de amostra;  aguçando a sensualidade, os desejos, despertando a iniquidade dos olhos.

No entanto, todo o supracitado pode estar invisível aos olhos do homem, mas aos olhos de Deus não o está:

"Porque nada há encoberto que não haja de ser manifesto; e nada se faz para ficar oculto, mas para ser descoberto."  (Marcos 4 : 22)

Aquilo que plantamos, daquilo é que iremos colher; pois quem planta o vento, só pode colher tempestades; quem planta o amor só pode colher as bonanças advindas da sua semente.

"Pois, que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?"  (Marcos 8 : 36)

"Porque o Filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então dará a cada um segundo as suas obras."  (Mateus 16 : 27).

Que com essa pequena meditação possamos nos ater mais aos valores divinos e não sejamos mais induzidos ao erro, na sublimação dos encantos passageiros, onde o prazer é pequeno, mas a dívida o será para toda a eternidade sem Deus.

Assim me veio, assim o escrevi.