sexta-feira, 19 de setembro de 2014

NÃO CANTE NA BABILÔNIA OS LOUVORES DE SIÃO


O povo hebreu estava cativo na Babilônia junto aos mananciais das águas; as lembranças de Sião, a saudade e a tristeza era muita; não havia como louvar a seu Deus; porquanto, penduravam suas harpas mudas nos salgueiros (salso chorão) daquele lugar.

Neste ínterim, os babilônicos que os haviam cativado, que os oprimiam, que os haviam destruído (mataram, destruíram Jerusalém e o templo) pediam que lhes cantassem os louvores de Sião.

Não havia como atender-lhes este inoportuno pedido; pois, como poderiam agraciar os seus exatores com os cânticos de adoração a Jeová, aos quais lhes eram entoados harmoniosamente no templo de Salomão?

Não havia clima, espírito e satisfação de cantar para o inimigo canções pertencentes a Sião, que vinham do fundo da alma há séculos.

Porquanto, há um abismal separação entre o santo e o profano; do que serve a Deus do que não o serve na beleza de Sua Santidade.

Com este quadro sem conciliação, vemos que não há comunhão da luz com as trevas; conquanto, como cantar em Babilônia os louvores de Sião?

A HISTÓRIA BÍBLICA

SALMOS 137:1 -  JUNTO dos rios de Babilônia, ali nos assentamos e choramos, quando nos lembramos de Sião.

2  Sobre os salgueiros que há no meio dela, penduramos as nossas harpas.

3  Pois lá aqueles que nos levaram cativos nos pediam uma canção; e os que nos destruíram, que os alegrássemos, dizendo: Cantai-nos uma das canções de Sião.

4  Como cantaremos a canção do SENHOR em terra estranha?



5  Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, esqueça-se a minha direita da sua destreza.

6  Se me não lembrar de ti, apegue-se-me a língua ao meu paladar; se não preferir Jerusalém à minha maior alegria.

7  Lembra-te, SENHOR, dos filhos de Edom no dia de Jerusalém, que diziam: Descobri-a, descobri-a até aos seus alicerces.

8  Ah! filha de Babilônia, que vais ser assolada; feliz aquele que te retribuir o pago que tu nos pagaste a nós.

A FONTE DAS ÁGUAS

Desterrados de Judá mesmo junto as fontes das águas não se dobraram ao canto da sereia babilônica com o pedido: "Cantai em Babilônia os louvores de Sião".

HOJE NÃO É DIFERENTE ESPIRITUALMENTE; porque, a fonte das águas, o poder das águas é o poder daquela que governa sobre às muitas águas, é aquela que muda conceitos, dita moda, que define votos, que escraviza e arrebata.

É o poder que ataca a igreja, que destrói os seus templos (templos espirituais os quais somos nós mesmos, I Coríntios 3:16 e 17; 6:19 e 20); que separa destroçando as famílias, deixando os filhos sem pais, e muitas vezes os levando não só a morte espiritual, mas também a morte física.

EM TEMPOS DIFERENTES A ESCRAVIDÃO É A MESMA
Naqueles dias pela tirania, pela violência através do poderio das armas, se cativava; despojava e auferia lucros com o trabalho do povo escolhido.

Hoje, nós crentes no Senhor Jesus Cristo é que nos colocamos nas mãos do sistema constituído (sublimados pela imagem); não estamos deixando as nossas harpas nos salgueiros, mas cantando ao sabor dos seus pedidos; achando que vamos ganhá-los para Jesus, mas estamos caindo no mesmo engodo do lucro na terra alheia.

Os louvores que eram cantados e memorizados no berço cristão (casa), hoje estão sendo entoados e memorizados em Babilônia.

A MENSAGEM DIVINA DEIXADA PELO SALMISTA
Segundo a palavra divina é preferível deixar as harpas penduradas nos salgueiros do que cantar em Babilônia os louvores de Sião à aqueles que o haviam destruído.

É preferível ganhar o pouco que com Deus é muito, e o muito sem Deus é nada.

Que não se pode dar as pérolas divinas a quem não entra no seu coração a essência delas, mas sim os seus dividendos na sua fazenda.

O JUÍZO DA BABILÔNIA
Um dia o Senhor entrará com o juízo e a colocará no banco dos réus; se eu lá estiver em concluio, sofrerei o ônus daquilo que plantei em terra estranha.

O FIM DE GEAZI
Ai de mim se esquecer-me que os louvores não são meus, mas, são e pertencem a Sião.

Ai de mim se esquecer-me do fim de Geazi.

Que o Senhor possa nos esclarecer, e que saibamos separar o santo do profano, o bem do mal, e a luz das trevas.